sexta-feira, 30 de julho de 2010

Quem conhece sabe


Hoje conheci uma mulher linda...
Ela me contou sobre lugares , terras distantes que nunca sonhei conhecer, sobre pessoas e culturas , das quais apenas ouvi falar na televisão..
Me falou de livros românticos, emocionantes, tristes e etc..
Tinha também um grande conhecimento em linguas (alemão, francês, inglês e espanhol)...
Ela sabia tudo sobre musica, cinema e arte comteporanea..
Um sorriso sorriso com poucos dentes, um rosto judiado pelo sol do meio dia, cabelos longos e ensebados.
Uma mulher de classe média, não pelo sobrenome, mas que soube aproveitar as oportunidades que a vida apresentou..
Uma mulher de muitos amigos e poucos namorados, uma mulher que aprendeu a viver sozinha devido ao preconceito...
Depois de duas longas horas de conversa, (onde para mim pareceu cinco minutos) nos despedimos, ajudei-a com sua cadeira de rodas, e a beijei no rosto..
Ninguém vê, mas ela é realmente LINDA.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Cidade Grande


Hoje andei pelas ruas de uma grande cidade, o movimento era intenso.
Nao importa a hora, nao importa o dia, a cidade simplesmente nao para.
Sao advogados de olho no relógio, com um caminhar apressado... vendedores aos berros na porta de suas lojas, estudantes nem tao preocupados e ainda sim correndo pelas ruas do centro.
O relógio da catedral da o sinal para o tocar do sino; é apenas mais um ruido em meio a carros, motos, caminhoes, skates, patinetes, bicicletas ou sapatos de salto.
Uma senhora cai tentando atravessar a rua, é triste de ver, porém parece nao haver tempo para ajudar uma velha senhora, o relógio corre e o patrao manda, e nao culpo-os pela falta de educaçao, é simplesmente o ritmo acelerado da cidade.
A cidade é linda com vistas impressionantes, porém celulares, laptops, Ipods, relogios e sinaleiras ocupam os sentidos das pessoas que por ali circulam.
Passando a impressao de que se voce mora aqui, vocé é cego, surdo e mudo diante da natureza.
Eu sentei no banco da praça, observei brancos, negros, mestiços, indios, gordos e magros indo e vindo sem sequer notar minha presença...
Nessa hora fiquei muito feliz por ter a oportunidade de somente observar e, nao fazer parte da grande massa apressada, pelo menos por cinco minutos, antes de correr para pegar meu onibus.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

O amor.

O amor existe?
Se ele existe, o que ele é?
E se for, onde encontra-lo?
Inumeras dúvidas, receios e medos rondam nossas cabeças;
Talvez seja eterno enquanto dure, talvez dure por ser eterno, talvez mude a nossa vida para sempre e talvez
nao suporte um inverno inteiro...
O fato é que poucas pessoas tem a sorte de compartilhar um amor mutuo, de ter alguém mantido a plena confiança...
Na maioria das vezes estamos cegos quando amamos e talvez por isso nao consigamos enxergar oque realmente é o amor
pois quando voltamos a enxergar é sinal de que ele ja foi embora, e é tarde demais para entende-lo.
A unica certeza é que: DEVEMOS TENTAR.
Devemos arriscar tudo, pelo oque acreditamos, se der certo seremos um cego feliz, e as pessoas ao redor daram qualquer coisa para serem cegas também..
Se não der certo, nao há motivos para panico, voltaremos a enchergar o mundo como antes, porém com a consiência tranquila de que nao deixamos o medo
levar embora a oportunidade,e agarramos ela com unhas e dentes, como se nada mais importasse.
Ainda somos apaixonados, o amor vem com a convivencia de pessoas apaixonadas e, quando esse primeiro passo for dado, o medo nao mais existirá, o receio
será como uma onda que beijou a areia da praia e voltou para o infinto mundo de aguás.
Nosso futuro é uma sala escura e nao tem como ver oque esta a dois palmos do nariz e, por mais contraditório que pareça, é essa sensação de nao saber oque vem pela frente,
que me faz querer entrar cada vez mais nesse mundo escuro.
Eu vou e nao vou sozinho, preciso que venha comigo, minha menina, confias em mim.
Está pronta?

domingo, 25 de julho de 2010

É oque somos

Coisas que escutam, e coisas que falam.
Coisas que machucam, coisas matadoras.
Coisas sem sal, sem talento, sem coisa alguma.
Ainda sim uma coisa.

Coisas que choram de mentira, sorriem de mentira.
Coisas que andam, movimentam-se, não saem do lugar.
Coisas absurdas, pequenas, grandes e médias.
Ainda sim uma coisa.

Coisas com nome, idade e endereço.
Coisas que falam sem entender, entendem sem falar
Coisas que ofendem sem querer, amam por amar.
Ainda sim uma coisa.

Coisas que fomos, coisas que seremos.
Coisas nas casas, nos prédios nas cabanas..
Coisa chamada de Raça Humana.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Sem texto, contexto ou coisa parecida.

Jimi Hendrix, fama, sucesso e morte.
Ozzy Osbourne, fama, sucesso e seqüela.
Kurt Kobain, fama, sucesso e suicídio.
Janis Joplin, fama, sucesso e overdose.
John Lennon, fama, sucesso e assassinato.
Cazuza, fama, sucesso e HIV.
Renato Russo, fama, sucesso e homosexualismo.
Maysa, fama, sucesso e alcoolismo.
Ronnie James Dio, fama, sucesso e câncer.
Preciso arrumar um emprego.

Eu sei, tu sabes, ele sabe.

Era fim de tarde de um dia frio, porém lindo, de inverno.
Estava eu sentado á frente do computador, olhando para o monitor, nada acontecia; quando de repente o telefone da um sinal de vida. Atendo a chamada e antes de qualquer palavra ser dita por mim, ou pela pessoa no outro lado da linha, eu já podia escutar ao fundo, um chiado aumentando de volume e transformando-se em uma musica.
O sinal não estava bom, porém não era preciso escutar claramente cada palavra daquela musica, meu coração encarregou-se disso, e com menos de cinco segundos de ligação eu já sabia de quem se tratava.
Uma lagrima correu pelo lado esquerdo do meu nariz até alcançar minha boca, o peito ficou apertado; sim aquela música devolveu a vida ao meu fim de tarde entediante.
Eis que escuto uma voz, familiar, conhecida de muito tempo, porém com um tom totalmente diferente do habitual; uma voz doce, carinhosa, uma voz tomada pela saudade, uma voz cansada de palavras duras.
Tão diferente era ela que quase não a reconheci, e neste mesmo instante a escutei falar:
EU TE AMO.
Aquela voz era meu pai, tão longe, que não sei ao certo dizer onde se encontra nesse momento, além de aqui, no meu coração.
Mas eu sei, tu sabes e ele sabe, que, bastou essas três palavras para outra lágrima escorrer; dessa vez dos dois olhos.

Esperança


Esperança, combustível da vida.
Esperança é o sentimento constante é impreciso que nos leva a acreditar em nossos sonhos, alcançar vitórias. Ver o lado bom, menos pior, de determinada situação e assim transformá-la em experiência de vida.
A esperança nos é imposta mesmo antes de sairmos para conhecer o mundo, enquanto ainda estamos no significante conforto seguro da barriga maternal.
Esperança, sentimento invisível, não volumoso e intocável, perceptível apenas em momentos extremos de nossas vidas.
Esperança como posso descrevê-la? Não posso, pois não há palavras no dicionário humano capazes de explicar tal sentimento.
Fica aqui minha esperança, de obter satisfação pessoal, ter filhos, escrever um livro ou de simplesmente terminar esse texto.

Tristeza


É só que, às vezes alcançamos estágios da vida, você sabe, certos momentos, em algum tempo perdido na memória;
Você faz uma xícara de café, talvez acenda um cigarro ou coloque uma canção triste de fundo, e isso, mesmo que tu não percebas te leva a uma profunda reflexão.
Sobre atos, pessoas, acontecimentos.
Saudade talvez, aquilo que um dia foi inatingível, se mostra agora diante de seu nariz, porém, não brilha mais como antes, você perdeu o desejo, de vida, de viver, de morrer.
E nesse momento, nessa fração de segundos, o que importa é o pensar, refletir sobre o que pensamos ser nossa vida;
A reflexão acaba, pois tudo acaba.
Você chega a conclusões, e quando essas não são compatíveis com o esperado;
E com o que você desejaria para si, ela vem á tona, a tristeza, é claro, mas não é o fim...
É fácil sair para a rua e sorrir, mas e quando tudo acaba?
E quando o ultimo que saiu apagou a luz?
Você volta para casa, te rendes à tristeza.
Apenas ligue o som, acenda um cigarro, ou faça outra xícara de café...